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terça-feira, 1 de março de 2016

Brassagem: defumada sem nome

Enquanto eu estava curtindo uma dengue dolorida em casa, no Rio de Janeiro, os fogões foram ligados novamente na Garten Bier. Meu parceiro de brassagens, que anda "brassando" sozinho ultimamente, resolveu fazer um "lixo cósmico", ou seja, uma reunião do que tinha na geladeira - famoso "mexido". Pela nossa experiência, essas costumam ser as melhores, a julgar pela Meteorite, que ficou maravilhosa e foi feita de "restos" de maltes.


Para o "dia do lixo", preparei uma receita de Rauchbier (já que a nossa última Rauch não foi tão forte assim). Na hora, faltou Hallertauer, então ele foi substituído pelo Galena (12,5% Alpha).




O nome dessa ainda está pendente. Tem alguma constelação que lembre porco? Bacon? Toucinho?

Aguardemos. ;)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Novidades 1: Nebulosa, Supernova e Salem

O blog está tão atrasado (e nós estamos tão ativos em 2016), que eu vou precisar dividir este post em vários, só para dar conta.

Vou tentar fazer tudo em ordem cronológica para nos lembrarmos mais tarde.

Primeiro, ficaram prontas as cervejas Nebulosa (nossa defumada) e a Supernova (nossa pilsen, igual à Everest). A Nebulosa acabou não ficando tão defumada quanto uma Rauchbier, mas ficou super gostosa.

Supernova e Nebulosa no copo

Supernova animando o Suporbowl!
Como já mostrei no post anterior, as duas tiveram rótulos lindões! Mas eles são tão lindões que a brincadeira está ficando cara, por isso estamos estudando formas de rotular mais baratas, alguém tem alguma ideia?

Engarrafadas!


Salem


No dia 23 de janeiro, brassamos mais duas levas de Salem, a nossa cerva de centeio. A primeira vez foi um sucesso, por isso, tínhamos boas esperanças. O objetivo era servir de brinde para uma festa, mas acabou não acontecendo.

Dia de brassagem

Estamos testando um novo sistema de recircular o mosto com uma bomba e diminuindo o trabalho de mexer aquilo o tempo todo. Durante a brassagem da Salem, usamos uma caixa de passagem para evitar o que aconteceu na última vez, que quebrou o nosso fundo falso. Essa parte foi resolvida, mas, mesmo assim, a densidade final foi muito pequena.

Tínhamos 3 possíveis razões para isso:
  • quantidade maior de água (ainda estamos nos entendendo com a quantidade de água)
  • problemas no moedor (será que não moemos direito e muitos grãos ficaram inteiros?)
  • falta de força mecânica mexendo o mosto (será que não pode "não mexer" mesmo usando a bomba?)
Fato é que não vai ficar ruim (nunca fica ruim!) mas decidimos não usar essa como presente agora.

E assim a Salem foi para a geladeira!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Invencionices do professor Pardal

Viver com um professor Pardal tem lá suas vantagens! Olha só o que ele inventou dessa vez:



Nossa nova mini-cervejaria foi baseada em uma série de fotos que encontramos na internet, e usa a querida gravidade para passar o líquido de uma panela para outra, em vez de usar os braços! Diminui a chance de se queimar e de passar o dia seguinte cheirando a Gelol. E em vez de um fogareiro, agora temos vários, reparou? Tem fogo para tudo quanto é canto!

Este fim de semana é dia de brassagem!

Vamos repetir a leva da Salem, nossa cerva de centeio que ficou uma delícia! Comprei material para 2 levas de Salem (de 20l) e 2 levas de Kilimanjaro (nossa Black Porter). O primeiro desafio, agora, é viajar com uma mala de 20 kg de malte além de todas as coisas que eu já preciso levar para Macaé!

Mala pronta!
Enquanto isso, A Nebulosa (defumada) e a Supernova (nossa pilsen que vem sendo melhorada a cada versão) descansam no primming. Os rótulos delas e os colarinhos da Garten Bier ficaram prontos ontem:

"Oi, tô lindo"
A Nebulosa ficou levinha no defumado, mas bem alcoólica. Pelos nossos cálculos, as duas ficaram com mais ou menos 6% de álcool. Da próxima vez vamos pegar mais nesse "bacon" e defumar de verdade! Por enquanto, ainda está docinha, falta terminar de carbonatar:

Nebulosa ainda nebulando

Sábado tem mais!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Sobre a leva anterior e uma brassagem muito complicada

No último fim de semana, fui para Macaé reencontrar a cerveja família e aprontar uma nova leva de Garten Biers. Como meu "sócio" não para quieto no lugar, nós tínhamos um dia e meio para fazer as duas brassagens antes que ele fosse para o Kilimanjaro. Então, dia 24 de dezembro, foi dia de panela no fogo!

Parte I - Mira e Kilimanjaro



Antes disso, deixa eu relembrar as duas últimas filhas, que estavam me esperando no primming:

A Kilimanjaro, em homenagem à viagem dele esta semana, ficou exatamente como prevista: escurona, com uma espuma branca, assim como a montanha.

É uma black porter, que foi feita com malte de chocolate, pale ale e caramel. Sou suspeita, mas ficou super duper boa!

A outra filha foi a nossa tão esperada Hibiscus Red Ale. E a cor dela é uma coisa "camaleônica"! Vou colocar logo duas fotos para saber como ela fica na sombra e no sol - completamente diferente.



O gosto do hibisco ficou super forte, mas dá para sentir a pale por trás dele. Acho que eu poderia ter abandonado essa coisa de "red ale" e ter feito uma bem clarinha, para a cor do hibisco pegar melhor. Mas acabei usando Carared e Caramel, deixando ela já bem escurinha.

As duas "filhas" receberam rótulos - os primeiros da Garten Bier! - e ficaram lindonas:

"Oi, tô linda"

Parte II - A brassagem

Para o dia 24, tínhamos planejado duas lagers: uma pilsen, terceira versão da Supernova (a segunda se chamou Everest); e uma rauchbier, ou seja, uma lager defumada. Isso porque fizemos o favor de comprar 5kg de malte defumado sem querer.

Além disso, tínhamos uma série de equipamentos novos para testar, o que atrasou consideravelmente a brassagem. O resultado foi: um pé cortado, uma mão queimada, um fundo falso (perfeito) completamente empenado e duas cervejas de baixo rendimento.

Vamos aos equipamentos:


Compramos três galões de inox do nosso amigo cervejeiro Hugo Ruffo e Garten Pai transformou ele em uma panelona. O medo era que o fogo não chegasse até a base dele, o que, felizmente, aconteceu. O problema é que virou uma panela mega pesada e alta para levantar! (= mão queimada)


Na foto da esquerda está um termômetro acoplado na panela, para pararmos de usar aquele lá do fundo, que tem que mexer igual uma colher. Não funcionou, continuamos com o bom e velho "colherzinha".

Nas duas fotos da direita, um sistema novo de mistura do mosto, com uma bomba, jogando tudo lá para cima! Teria dado super certo, se não tivesse dado TÃO, mas TÃO certo que sugou até o nosso fundo falso! Quebrando o pobre coitado... Com isso, o bagaço passou e entupiu várias vezes a bomba. Vamos tentar novamente, dessa vez fazendo a brassagem com grain bag de voal. Será que funciona ou será que ele suga a grain bag também?


Parte III - As cervejas!

Ainda estamos nos entendendo com a quantidade de água. Além disso, tivemos tantos problemas que a nossa produção foi lá embaixo. Mais ou menos 15l de cada uma - isso sem contar o que vamos perder no envase!

De qualquer forma, as novas filhas são Supernova II (a pilsen - que não se chamou III porque a última era a Everest) e a Nebulosa, nossa defumada - que acho que nem vai ficar tão defumada assim.

As receitas:

Supernova II


Nebulosa

Agora elas trabalham fervorosamente no fermento, esperando a volta do Garten Pai da África para salvá-las do balde!