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segunda-feira, 10 de junho de 2019

Supernova V

Depois de mais de um ano sem produzir nenhuma cerveja, voltamos à cervejaria em abril deste ano, para fazer a nossa querida Supernova, uma pilsen que já está com a receita redondinha e sempre dá certo.

Mascotinha mais linda
Como vocês podem ver na foto acima, a cervejaria ficou muito seguram sob supervisão da mascotinha Aurora (the beagle), que não deixa nada passar (nem vizinho).

Depois de alguns percalços de quem já não estava mais acostumado a fazer cerveja, tudo deu certo no final, como sempre dá na casa do cervejeiro muquirana.


A oração agora é para que o meu sócio não beba todas as garrafas antes da minha chegada. Tenhamos fé, irmão.


E aproveitamos para ostentar esse whirlpool de sucesso, uma das dicas para manter a pilsen sempre limpinha (e olha que dessa vez não tínhamos clarificador para usar).

E uma salva de palmas para todo mundo que já degustou a Supernova V e mandou foto (não foi o meu caso ainda):




Saúde!


sábado, 28 de outubro de 2017

Checklist de brassagem

No meu outro blog, o Raiz de Gengibre, eu publiquei esses dias um arquivo para facilitar a sua brassagem.

Esse checklist a gente bolou depois de esquecer várias vezes algumas etapas da brassagem. Depois de pronta a cerveja, a chance de se lembrar de algum detalhe daquele dia era menor ainda. Com isso, a gente acabava tendo sempre as mesmas dúvidas sobre processos que a gente já tinha definido antes!

Por isso, fiz um arquivinho fácil de preencher, imprimi um monte e prendi em uma prancheta que fica com a gente durante toda a brassagem.

Adaptei para vocês com menos detalhes (porque alguns eram específicos para o nosso caso). Então, é só baixar!

Clica na imagem abaixo para ir para o post no Raiz de Gengibre, onde o arquivinho está lá, lindão, em PDF. É só imprimir e se organizar!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Nossa witbier incrível, um ano depois

Faz um ano desde a nossa última brassagem, quando fizemos duas levas da nossa witbier lindona, Grano dal Cielo. A cerveja foi a lembrança do meu casamento e foi muito querida, tanto por nós quanto por convidados.

Um ano depois, decidimos repetir a dose. Fizemos mais duas receitas da Grano.

Na panela!

Dessa vez, adaptamos a receita para usar um número redondo de ingredientes e evitar aquelas sobrinhas de malte que ficam jogadas na geladeira. O resultado foi uma densidade um pouco maior e, estranhamento, uma quantidade bem maior. Talvez pela diminuição de perda no processo?

Essa quantidade maior não coube no nosso fermentador. O jeito foi usar duas garrafas de vidro de dois litros cada para desafogar o balde um pouco. Mesmo assim não foi suficiente - é só ver na foto que a cerveja "babou" no primeiro dia de fermentação.

Babou!


A brassagem também foi bem mais tranquila. Terminamos tudo por volta das 15h, quando normalmente vamos até à noite! Será que estamos aprendendo?!

Agora, a Grano está em processo de maturação. E ficou super clarinha e bonita. Promete!

A nossa wit definitivamente entrou para o nosso rol de receitas já estabelecidas.

Mais fotos:

Fermentador cheio

Já é a quinta brassagem da Grano!

Na labuta
Prontas para maturar

terça-feira, 1 de março de 2016

Brassagem: defumada sem nome

Enquanto eu estava curtindo uma dengue dolorida em casa, no Rio de Janeiro, os fogões foram ligados novamente na Garten Bier. Meu parceiro de brassagens, que anda "brassando" sozinho ultimamente, resolveu fazer um "lixo cósmico", ou seja, uma reunião do que tinha na geladeira - famoso "mexido". Pela nossa experiência, essas costumam ser as melhores, a julgar pela Meteorite, que ficou maravilhosa e foi feita de "restos" de maltes.


Para o "dia do lixo", preparei uma receita de Rauchbier (já que a nossa última Rauch não foi tão forte assim). Na hora, faltou Hallertauer, então ele foi substituído pelo Galena (12,5% Alpha).




O nome dessa ainda está pendente. Tem alguma constelação que lembre porco? Bacon? Toucinho?

Aguardemos. ;)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Novidades 2: Kilimanjaro II

Continuando as novidades da cervejaria!


28 de janeiro: Brassagem da Kilimanjaro


Enquanto eu estava no Rio trabalhando, a cervejaria continuou a funcionar sem mim! É que o meu "sócio" resolveu fazer uns testes com a Kilimanjaro, nossa black porter.

Nosso sistema de recirculação de mosto, que ainda está sendo aprimorado

Sem a minha "supervisão", o cervejeiro saiu queimado

13 de fevereiro: Envase

No dia 13 de fevereiro, voltei à Macaé e a gente aproveitou para engarrafar tanto a Kilimanjaro quanto as duas levas de Salem feitas no início do mês. O resultado foram 32,5 litros de Salem e 16 litros de Kilimanjaro. Se prepara para a sessão de fotos!






14 de fevereiro: Brassagem da Kilimanjaro


Cansados de todas as vezes esquecermos alguma coisa, preparamos um checklist para a brassagem do dia 14. Dessa vez lembramos de todos os testes de iodo e de densidade e tudo aconteceu conforme o previsto.
Para tirar de vez a dúvida sobre a densidade, fizemos de dois jeitos diferentes:
  1. 20 litros mexendo muito o mosto, sempre com o nosso "remo", sem parar, como costumávamos fazer antes;
  2. 20 litros mexendo quase nada, somente recirculando o mosto com a bomba.

O resultado foi:
Antes da trasfega:
  1. 15 BRIX
  2. 10 BRIX
Antes de ferver:
  1. 9 BRIX
  2. 7 BRIX
Depois da fervura:
  1. 11 BRIX
  2. 9 BRIX
O problema pode até não ter sido só esse, mas deu para perceber que faz diferença não mexer o mosto, né?

A quantidade também mudou. Do primeiro jeito, começamos a ferver 24,5 litros e tivemos um final de 18 litros no fermentador. Do segundo, passamos de 22 litros para 17.

Escalando a Kilimanjaro
No final, juntamos as duas no nosso fermentador grandão (que, na verdade é um litrão de leite). Fermentamos os dois juntos com dois Lallemand Nottingham Ale.

Para melhorar esse problema de densidade, o Professor Pardal agora tem a missão de "inventar" um mexedor automático.

Mais novidades à vista:

Last, but not least... Estamos pensando numa forma de alguns amigos conseguirem pedir algumas garrafas para provar e ainda ajudar a gente com um feedback. No futuro a gente avisa!

Novidades 1: Nebulosa, Supernova e Salem

O blog está tão atrasado (e nós estamos tão ativos em 2016), que eu vou precisar dividir este post em vários, só para dar conta.

Vou tentar fazer tudo em ordem cronológica para nos lembrarmos mais tarde.

Primeiro, ficaram prontas as cervejas Nebulosa (nossa defumada) e a Supernova (nossa pilsen, igual à Everest). A Nebulosa acabou não ficando tão defumada quanto uma Rauchbier, mas ficou super gostosa.

Supernova e Nebulosa no copo

Supernova animando o Suporbowl!
Como já mostrei no post anterior, as duas tiveram rótulos lindões! Mas eles são tão lindões que a brincadeira está ficando cara, por isso estamos estudando formas de rotular mais baratas, alguém tem alguma ideia?

Engarrafadas!


Salem


No dia 23 de janeiro, brassamos mais duas levas de Salem, a nossa cerva de centeio. A primeira vez foi um sucesso, por isso, tínhamos boas esperanças. O objetivo era servir de brinde para uma festa, mas acabou não acontecendo.

Dia de brassagem

Estamos testando um novo sistema de recircular o mosto com uma bomba e diminuindo o trabalho de mexer aquilo o tempo todo. Durante a brassagem da Salem, usamos uma caixa de passagem para evitar o que aconteceu na última vez, que quebrou o nosso fundo falso. Essa parte foi resolvida, mas, mesmo assim, a densidade final foi muito pequena.

Tínhamos 3 possíveis razões para isso:
  • quantidade maior de água (ainda estamos nos entendendo com a quantidade de água)
  • problemas no moedor (será que não moemos direito e muitos grãos ficaram inteiros?)
  • falta de força mecânica mexendo o mosto (será que não pode "não mexer" mesmo usando a bomba?)
Fato é que não vai ficar ruim (nunca fica ruim!) mas decidimos não usar essa como presente agora.

E assim a Salem foi para a geladeira!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Sobre a leva anterior e uma brassagem muito complicada

No último fim de semana, fui para Macaé reencontrar a cerveja família e aprontar uma nova leva de Garten Biers. Como meu "sócio" não para quieto no lugar, nós tínhamos um dia e meio para fazer as duas brassagens antes que ele fosse para o Kilimanjaro. Então, dia 24 de dezembro, foi dia de panela no fogo!

Parte I - Mira e Kilimanjaro



Antes disso, deixa eu relembrar as duas últimas filhas, que estavam me esperando no primming:

A Kilimanjaro, em homenagem à viagem dele esta semana, ficou exatamente como prevista: escurona, com uma espuma branca, assim como a montanha.

É uma black porter, que foi feita com malte de chocolate, pale ale e caramel. Sou suspeita, mas ficou super duper boa!

A outra filha foi a nossa tão esperada Hibiscus Red Ale. E a cor dela é uma coisa "camaleônica"! Vou colocar logo duas fotos para saber como ela fica na sombra e no sol - completamente diferente.



O gosto do hibisco ficou super forte, mas dá para sentir a pale por trás dele. Acho que eu poderia ter abandonado essa coisa de "red ale" e ter feito uma bem clarinha, para a cor do hibisco pegar melhor. Mas acabei usando Carared e Caramel, deixando ela já bem escurinha.

As duas "filhas" receberam rótulos - os primeiros da Garten Bier! - e ficaram lindonas:

"Oi, tô linda"

Parte II - A brassagem

Para o dia 24, tínhamos planejado duas lagers: uma pilsen, terceira versão da Supernova (a segunda se chamou Everest); e uma rauchbier, ou seja, uma lager defumada. Isso porque fizemos o favor de comprar 5kg de malte defumado sem querer.

Além disso, tínhamos uma série de equipamentos novos para testar, o que atrasou consideravelmente a brassagem. O resultado foi: um pé cortado, uma mão queimada, um fundo falso (perfeito) completamente empenado e duas cervejas de baixo rendimento.

Vamos aos equipamentos:


Compramos três galões de inox do nosso amigo cervejeiro Hugo Ruffo e Garten Pai transformou ele em uma panelona. O medo era que o fogo não chegasse até a base dele, o que, felizmente, aconteceu. O problema é que virou uma panela mega pesada e alta para levantar! (= mão queimada)


Na foto da esquerda está um termômetro acoplado na panela, para pararmos de usar aquele lá do fundo, que tem que mexer igual uma colher. Não funcionou, continuamos com o bom e velho "colherzinha".

Nas duas fotos da direita, um sistema novo de mistura do mosto, com uma bomba, jogando tudo lá para cima! Teria dado super certo, se não tivesse dado TÃO, mas TÃO certo que sugou até o nosso fundo falso! Quebrando o pobre coitado... Com isso, o bagaço passou e entupiu várias vezes a bomba. Vamos tentar novamente, dessa vez fazendo a brassagem com grain bag de voal. Será que funciona ou será que ele suga a grain bag também?


Parte III - As cervejas!

Ainda estamos nos entendendo com a quantidade de água. Além disso, tivemos tantos problemas que a nossa produção foi lá embaixo. Mais ou menos 15l de cada uma - isso sem contar o que vamos perder no envase!

De qualquer forma, as novas filhas são Supernova II (a pilsen - que não se chamou III porque a última era a Everest) e a Nebulosa, nossa defumada - que acho que nem vai ficar tão defumada assim.

As receitas:

Supernova II


Nebulosa

Agora elas trabalham fervorosamente no fermento, esperando a volta do Garten Pai da África para salvá-las do balde!

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Entrando no mundo homebrewing

Há algum tempo que eu quero escrever esse post, já que um monte de amigo começou a se animar em fazer cerveja. E eu lembro muito que a gente fica meio perdido quando passa da fase de "Oi? Dá para fazer cerveja em casa? É uma coisa que se faz? Oi?". A fase seguinte costuma ser "Me passa a receita?", o que mostra o quão despreparado você está. Um monte de gente me procura para dar dicas, e eu acabo metendo os pés pelas mãos, então eu resolvi tentar colocar as coisas em ordem.

Por isso, se você está na vibe do homebrewing, vou dar um passo a passo legal para você entender se você quer realmente FAZER cerveja ou BEBER cerveja. E como começar o seu novo hobby.

Garten Bier


Dicas da Carol:


  1. Faça um curso
    Essa é sempre a minha primeira dica, e não é porque eu não quero ajudar você, eu SUPER vou ajudar você depois, mas é que fazer cerveja é uma coisa tão longe da nossa realidade, que a gente aprende coisa para caramba! Vale todos os centavos. Tem vários cursos legais por aí, mas eu sempre recomendo o do Botto, que foi o que eu fiz. Dura um domingo inteiro, tem comidas maravilhosas, a gente bebe e aprende muito. [olha como a gente estava feliz depois do curso]
  2. Adapte-se ao seu espaço
    Eu faço 20 litros de cerveja por leva. Às vezes fazemos duas levas no mesmo fim de semana, e temos planos de começar a fazer 60l. Mas isso porque usamos toda o cobertura da casa para isso e deixamos a geladeira "do churrasco" só para as nossas cervejas. Se você mora em apartamento, 20 litros é demais para você. Tem um monte de gente que se especializa em fazer galão, e é uma coisa super legal. De qualquer forma, tenha em mente que a temperatura da maturação é controlada, por isso você ainda vai precisar de um frigobar só para isso.
  3. Adapte seu equipamento
    Tem um monte de kit montado para você fazer cerveja. Mas, no fim, o que você usa mesmo são os equipamentos que você fez, garimpou, montou, furou, etc. Isso porque eles ficam mais adaptados ao que você precisa. O nosso filtro (que funciona perfeitamente) foi feito com uma forma de pizza, três pézinhos e uma furadeira. Você pode ainda escolher fazer tudo em grãos (método "all grains"), que é o que eu faço, ou ainda usar um extrato (como muitos americanos fazem em casa) e diminuir consideravelmente a bagunça na sua casa! (e não liguem quando eu disser que você está roubando no jogo, é pura picuinha minha!)
  4. Use um software
    A parada é artesanal, mas não precisa ser jogada. Você não está fazendo sopa de legumes (embora às vezes pareça). O software mais usado é o Beersmith. Ele tem um período gratuito, mas depois é pago. É muito barato, vale para mais de um dispositivo e vale muito a pena (deixa de ser muquirana, cervejeiro!). Até hoje não sei usar o BS tanto quanto eu gostaria, mas ainda é uma mão na roda na hora de montar a minha receita.
  5. Lave, lave, lave
    Uma das coisas que fazem dar mais errado a sua cerveja é a falta de higiene. Tudo tem que ser limpo. Muito limpo. Sempre limpo. Lave e higienize tudo sempre. Se contaminar a leva, vai tudo para o lixo, e dá muito trabalho fazer de novo.
  6. Não leve tudo tão a sério
    Se você não estiver tentando abrir a sua própria cervejaria e ficar rico (oi?), não ligue tanto para o PH da água, o nível de álcool, o meio grau de temperatura errado... Ninguém quer saber isso. Tá gostosa? É assim que tem que ficar. Bola para frente e na próxima você faz melhor. Ou não!
Garten Bier

Quanto tempo isso demora para ficar pronto!?

Não vou mentir para vocês: demora para fazer e demora para ficar pronto. Mas fica melhor do que qualquer cerveja comprada no mercado, porque é sua!

O dia de "brassagem", que é o dia de pegar aquele monte de ingrediente e jogar na panela, demora algumas horinhas. Umas 3 horinhas você faz uma cerveja simples. Mas a primeira vez que a gente fez foi de 9 da manhã a 9 da noite! Isso porque a gente ainda não tinha pego o jeito da coisa!

Depois disso a sua cerveja vai para a geladeira, em uma temperatura específica, fermentar. E fica lá mais ou menos uma semana.

Em seguida, é hora de tirar o fermento e deixar lá dentro maturando, e isso demora mais ou menos uns 15 dias, podendo ficar mais, dependendo do seu objetivo.

Depois de maturadas, é hora de fazer o primming (colocar o açúcar que vai virar espuma e CO2 depois) e engarrafar. E aí ela fica mais uma semaninha guardada para esse CO2 se formar.

Aí é "só" beber!
Deu pra entender porque todo mundo fica puto quando você diz que "tá boazinha"?

Checklist de equipamentos:

Essa é a lista de equipamentos que EU uso, mas isso depende muito do espaço que você tem e como você vai fazer. (Detalhe que eu aboli aquela parte de verificar densidade e blablablá. Fica bom assim e pronto)
  1. fogareiro de 2 bocas
  2. 3 caldeirões com torneira (colocamos as torneiras)
  3. 1 fundo falso de filtro (fizemos)
  4. 1 balança de, no mínimo, 5kg
  5. 1 moedor de cereais
  6. 2 termômetros
  7. 1 pá grande
  8. 1 escumadeira
  9. 1 jarra/leiteira
  10. mangueira de silicone
  11. 1 chiller (fizemos com tubo de cobre)
  12. 2 baldes de plástico
  13. 1 airlock com rolha
  14. 1 arrolhador (para as tampinhas)
  15. 1 termostato

Onde comprar os equipamentos e os insumos?

Bom, os equipamentos você encontra nas lojas para cervejeiros, mas também em lojas de material de construção, lojas de plásticos, lojas de culinária etc. É todo um garimpo.

Os lugares onde eu mais compro os insumos são:
- WE Consultoria (online)
- Malte & Cia (online e aqui no Rio de Janeiro)
- Malte e Arte (online e aqui no Rio de Janeiro) [[atualizado em 18/02/16]]

Garten Bier

Links legais para você acompanhar:

Depois disso tudo, só muita pesquisa. E você vai achar muita coisa legal na internet! Dá uma olhada nesses links aqui:

Blog do Botto
Homini Lúpulo
Blog do BeerSmith (ótimo para pesquisar sobre o estilo que você está querendo fazer)
Spent Grain Chef (ótimas receitas usando o mosto que sobra da sua brassagem)
Palestras da Concerveja

(prometo que vou atualizando essa lista aos poucos)


E aí, cervejeiro? Vamos em frente?

Se você continuou com a ideia de fazer a sua própria cerveja, e se animou até em documentar as suas aventuras na internet, deixa seu link aqui embaixo!

E, se tiverem mais alguma pergunta, tipo FAQ, manda aí que a gente responde. ;)

Boas brassagens!

domingo, 30 de março de 2014

Brassagem: Dia 2

Tudo certo na cervejaria, que não funcionava desde agosto!

Ontem fizemos nossa primeira saison (meu segundo estilo preferido, depois da witbier). Depois de muita briga, chegamos a um nome: L'Estate, por ser uma cerveja leve e perfeita para o verão, além de, claro, obedecer as nossas regras de "céu" e "italiano", além de ser uma estação ("saison"!). Encontrei o fermento próprio para a saison no Malte e Cia, no Rio de Janeiro, em forma líquida. Muito melhor do que as pelotas que não dissolvem por nada dos saquinhos de fermento seco. Usamos galena e saaz como lúpulos e esperamos 17 litros de cervejas levinhas e bem fermentadas!


O mosto da saison virou cupcakes de banana caramelada deliciosos, que eu posto a receita assim que descarregar as fotos da máquina de verdade.


Como a gente é teimoso - e como os carunchos ameaçavam pegar todos os nossos maltes -, resolvemos fazer uma brassagem "limpa trilha" hoje. Um "enterro dos ossos". Não conseguimos acabar com o estoque, mas matamos um saco de pale ale, acrescentamos vienna, biscuit e cevada torrada. Agora, uma brown porter se prepara para nascer, no caldeirão. Virou a Meteorite, quase tão "incômodos" quanto o lixo estelar (porque não dava pra chamar de lixo estelar, né, até porque vai ficar uma delícia, vocês vão ver só!)


domingo, 7 de abril de 2013

Nascem Marte e Grano dal Cielo!

Para tirar o atraso, esse fim de semana foi novamente de brassagem dupla. A Grano dal Cielo, nossa witbier, está na geladeira fermentando e, nesse momento, a Marte está a 65º, na segunda etapa da brassagem.

Como prometido (há muito tempo), seguem as receitas das duas:

Grano dal Cielo (witbier):

Receita da Grano dal Cielo
A Grano dal Cielo é uma cerveja de trigo, pessoalmente o meu estilo preferido. Deve ficar bem clarinha, se der tudo certo, e leva trigo em flocos, malte de trigo, malte pilsen e coentro em semente, como é da característica dessa cerveja. Fizemos tudo certinho dessa vez, incluindo a hidratação do fermento antes de colocar na cerveja e ainda fizemos um esquema de filtragem dupla com um filtro de leite.

Filtragem dupla (ou tripla!) da witbier. Pode dar muito certo ou muito errado. Oremos. #homebrewing
Filtragem depois de pronta, antes de adicionar o fermento

Marte (irish red ale):


Depois de fazer várias receitas para a  nossa red ale, o BeerSmith jura pra mim que essa vai dar totalmente certo. Todos os índices ficaram "no verdinho", lindões. Ela leva Pilsner, Pale Ale, Biscuit e cevada não maltada, que é o que vai dar a cor (esperamos que não dê cor demais). Todas as duas cervejas levaram Whirlfloc, para clarear, além da nossa filtragem dupla. Esperamos cervejas bem limpinhas.


Marte na panela, jurando pra mim que vai ficar vermelha! Oremos à Santa Cerveja.

E é isso! Aguardem e confiem!  ;)

sábado, 29 de setembro de 2012

Ô Sole mio

Hoje fizemos a segunda brassagem da Garten Bier, com mais uma série de erros e confusões, mas muito mais certa do que a da Luna (e olha que a Luna ficou super gostosa no final). A nossa segunda tentativa deveria ser uma Pale Ale, de uma receita (incompleta) retirada da internet. Acabou que tínhamos os ingredientes, mas, ao jogar tudo no BeerSmith (o software que usamos para montar a receita da cerveja), vimos que não tinha nada a ver com uma Pale. Resultado: mudamos completamente a receita e o objetivo: virou uma Belgian Blond Ale, só que mais escura do que deveria. Enfim, a cerveja é minha, não reclama!

Receita da Sole no BeerSmith (podem ver que o índice de cor foi lá pra cima)
Nosso maior problema da última vez foi o fogareiro. Não tinha jeito de esquentar a droga da água. Dessa vez, achávamos que tinha sido tudo resolvido, só que não! A segunda mudança: desistimos do fogareiro e migramos para o fogão à lenha. Melhor ideia da cervejaria até agora:



Fizemos um fogaréu, que só não quis ferver, mas isso foi outra história.

Apenas um desvio de percurso: Sole é uma cerveja rica em ferro e ótima para anêmicos. Pelo menos depois que parte do fogo à lenha explodiu e foi parar dentro do caldeirão. No fim encontramos o pedacinho de ferro. Mas bem no fim...
Mestre cervejeiro
Mestre cervejeira e alteradora de receitas
Aqui se faz, aqui se bebe...
A Sole foi muito mais rápida de fazer que a Luna! Às 15h já estava tudo pronto
Fermento e pronto! Sole foi dormir na geladeira.
Alguns dados sobre a receita para lembrarmos depois: 
Primeira etapa: 90 minutos a 65ºC (ou 66ºC, que é o que teve pra hoje)
Segunda etapa: 5 minutos a 78º C 
Fervura: 60 minutos a 99ºC (porque 100ºC simplesmente não foi uma opção...)
Primeiro lúpulo (Galena) a 30 minutos do fim 
Segundo lúpulo (Tradition) a 5 minutos do fim 
Chiller até 18ºC
Fermentação: 3 dias a 18ºC
Maturação: 15 dias a 1ºC
Primming: 10 dias a 18ºC


Ou seja: daqui a 28 dias a gente vai saber como ficou a nossa Sole Blond Ale. A próxima já está decidida. "Marte" vai ser uma Red Ale (por motivos óbvios) e a receita também vai ser minha (gostei desse negócio de inventar a receita).