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segunda-feira, 10 de junho de 2019

Supernova V

Depois de mais de um ano sem produzir nenhuma cerveja, voltamos à cervejaria em abril deste ano, para fazer a nossa querida Supernova, uma pilsen que já está com a receita redondinha e sempre dá certo.

Mascotinha mais linda
Como vocês podem ver na foto acima, a cervejaria ficou muito seguram sob supervisão da mascotinha Aurora (the beagle), que não deixa nada passar (nem vizinho).

Depois de alguns percalços de quem já não estava mais acostumado a fazer cerveja, tudo deu certo no final, como sempre dá na casa do cervejeiro muquirana.


A oração agora é para que o meu sócio não beba todas as garrafas antes da minha chegada. Tenhamos fé, irmão.


E aproveitamos para ostentar esse whirlpool de sucesso, uma das dicas para manter a pilsen sempre limpinha (e olha que dessa vez não tínhamos clarificador para usar).

E uma salva de palmas para todo mundo que já degustou a Supernova V e mandou foto (não foi o meu caso ainda):




Saúde!


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Invencionices do professor Pardal

Viver com um professor Pardal tem lá suas vantagens! Olha só o que ele inventou dessa vez:



Nossa nova mini-cervejaria foi baseada em uma série de fotos que encontramos na internet, e usa a querida gravidade para passar o líquido de uma panela para outra, em vez de usar os braços! Diminui a chance de se queimar e de passar o dia seguinte cheirando a Gelol. E em vez de um fogareiro, agora temos vários, reparou? Tem fogo para tudo quanto é canto!

Este fim de semana é dia de brassagem!

Vamos repetir a leva da Salem, nossa cerva de centeio que ficou uma delícia! Comprei material para 2 levas de Salem (de 20l) e 2 levas de Kilimanjaro (nossa Black Porter). O primeiro desafio, agora, é viajar com uma mala de 20 kg de malte além de todas as coisas que eu já preciso levar para Macaé!

Mala pronta!
Enquanto isso, A Nebulosa (defumada) e a Supernova (nossa pilsen que vem sendo melhorada a cada versão) descansam no primming. Os rótulos delas e os colarinhos da Garten Bier ficaram prontos ontem:

"Oi, tô lindo"
A Nebulosa ficou levinha no defumado, mas bem alcoólica. Pelos nossos cálculos, as duas ficaram com mais ou menos 6% de álcool. Da próxima vez vamos pegar mais nesse "bacon" e defumar de verdade! Por enquanto, ainda está docinha, falta terminar de carbonatar:

Nebulosa ainda nebulando

Sábado tem mais!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Sobre a leva anterior e uma brassagem muito complicada

No último fim de semana, fui para Macaé reencontrar a cerveja família e aprontar uma nova leva de Garten Biers. Como meu "sócio" não para quieto no lugar, nós tínhamos um dia e meio para fazer as duas brassagens antes que ele fosse para o Kilimanjaro. Então, dia 24 de dezembro, foi dia de panela no fogo!

Parte I - Mira e Kilimanjaro



Antes disso, deixa eu relembrar as duas últimas filhas, que estavam me esperando no primming:

A Kilimanjaro, em homenagem à viagem dele esta semana, ficou exatamente como prevista: escurona, com uma espuma branca, assim como a montanha.

É uma black porter, que foi feita com malte de chocolate, pale ale e caramel. Sou suspeita, mas ficou super duper boa!

A outra filha foi a nossa tão esperada Hibiscus Red Ale. E a cor dela é uma coisa "camaleônica"! Vou colocar logo duas fotos para saber como ela fica na sombra e no sol - completamente diferente.



O gosto do hibisco ficou super forte, mas dá para sentir a pale por trás dele. Acho que eu poderia ter abandonado essa coisa de "red ale" e ter feito uma bem clarinha, para a cor do hibisco pegar melhor. Mas acabei usando Carared e Caramel, deixando ela já bem escurinha.

As duas "filhas" receberam rótulos - os primeiros da Garten Bier! - e ficaram lindonas:

"Oi, tô linda"

Parte II - A brassagem

Para o dia 24, tínhamos planejado duas lagers: uma pilsen, terceira versão da Supernova (a segunda se chamou Everest); e uma rauchbier, ou seja, uma lager defumada. Isso porque fizemos o favor de comprar 5kg de malte defumado sem querer.

Além disso, tínhamos uma série de equipamentos novos para testar, o que atrasou consideravelmente a brassagem. O resultado foi: um pé cortado, uma mão queimada, um fundo falso (perfeito) completamente empenado e duas cervejas de baixo rendimento.

Vamos aos equipamentos:


Compramos três galões de inox do nosso amigo cervejeiro Hugo Ruffo e Garten Pai transformou ele em uma panelona. O medo era que o fogo não chegasse até a base dele, o que, felizmente, aconteceu. O problema é que virou uma panela mega pesada e alta para levantar! (= mão queimada)


Na foto da esquerda está um termômetro acoplado na panela, para pararmos de usar aquele lá do fundo, que tem que mexer igual uma colher. Não funcionou, continuamos com o bom e velho "colherzinha".

Nas duas fotos da direita, um sistema novo de mistura do mosto, com uma bomba, jogando tudo lá para cima! Teria dado super certo, se não tivesse dado TÃO, mas TÃO certo que sugou até o nosso fundo falso! Quebrando o pobre coitado... Com isso, o bagaço passou e entupiu várias vezes a bomba. Vamos tentar novamente, dessa vez fazendo a brassagem com grain bag de voal. Será que funciona ou será que ele suga a grain bag também?


Parte III - As cervejas!

Ainda estamos nos entendendo com a quantidade de água. Além disso, tivemos tantos problemas que a nossa produção foi lá embaixo. Mais ou menos 15l de cada uma - isso sem contar o que vamos perder no envase!

De qualquer forma, as novas filhas são Supernova II (a pilsen - que não se chamou III porque a última era a Everest) e a Nebulosa, nossa defumada - que acho que nem vai ficar tão defumada assim.

As receitas:

Supernova II


Nebulosa

Agora elas trabalham fervorosamente no fermento, esperando a volta do Garten Pai da África para salvá-las do balde!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Everest: Fermentação

Supernova fermentando na geladeira
Notícias do front: Nossa brassagem - ao que tudo indica - foi mais uma vez um sucesso e a Supernova Everest está na geladeira numa festa só!

Ao contrário da Supernova II, que teve probleminhas iniciais na fermentação, a Everest está indo de vento em popa, cheia de "bolhonas", a 12ºC.

No fim de semana é hora de tirar o fermento e começar a maturação.



Atualizando: Hoje é dia de sair do fermento! (15/09)

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Brassagem à vista: Supernova Everest


Acabei de voltar da Malte e Cia, aqui na Tijuca (depois de rodar uns 20 minutos para encontrar uma vaga), para comprar os ingredientes da próxima leva de Garten Bier! A Supernova vai repetir a dose, dessa vez na edição Everest (que eu deixo para o dono da loucura explicar outra hora).

Caso vocês não se lembrem, a Supernova foi a nossa primeira pilsen, que ficou uma de-lí-cia - foi a primeira vez que conseguimos um colarinho REALMENTE colarinho, daqueles de chopp de bar. Tentamos uma segunda leva, mas alguém continuava dizendo "bota mais lúpulo, bota mais lúpulo" e deu no que deu. Pilsen IPA. Ou algo do tipo.

Desta vez eu vou manter o lúpulo em um recipiente trancado e eu quero ver quem "bota mais lúpulo" nela...

A receita é a mesma: Pilsen + Viena, bem simples.

domingo, 22 de setembro de 2013

Cervejas salvas!!


Foi incrivelmente rápido desde o nosso ultimo choro, no post anterior, até agora, mas muita coisa mudou dentro da geladeira!

Na semana passada, nos desesperamos porque as cervejas não tinham carbonatado. Estavam lá lindonas, mas sem espuma nenhuma. Entrei em contato com o Leonardo Botto em busca de alguma coisa que salvasse a leva, já que não parecia ter contaminado e, por isso, não parecia condenada. A sugestão, como eu disse no post anterior, foi aumentar a temperatura para 20 graus.

Eureka! Sucesso total, e as nossas filhas, a viena Lager Cometa e a pilsen Supernova II estão lindonas!  Obrigada, Botto!

Da próxima vez, manteremos um pouquinho mais quente a geladeira. Agora a pergunta: por que a Supernova I deu certo a 10 graus?

Mistérios dos fantasmas cervejeiros!

Agora é só beber e pensar na próxima leva! Quem sabe agora nasce a Balena?



Detalhe para a cor da viena, que ficou mais "red" que a nossa red ale!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Buccanera, a dunkelweizen!

Este fim de semana tivemos a visita do mais novo cervejeiro, Hugo Ruffo. Ele fez o último curso do Botto, comprou os materiais para uma dunkelweizen e levou para Macaé para fazer com a gente. A dunkelweizen nada mais é que uma cerveja de trigo escura (dunkel em alemão = escuro; weizen = trigo!).

O nosso nome, no entanto, (Buccanera, Bucaneira, ou tanto faz) veio de Bucco Nero, já que, como vocês já devem ter percebido, nossas cervejas são sempre astronômicas e italianas. ;)

O Hugo, aliás, já se adiantou e fez o rótulo, olha que sensacional:

Rótulo, by Hugo e Andressa


Piratas tinham caldeirão de bruxa?


Usamos o malte Chateau Munich Chocolat (nhammy!!) e malte de trigo. Teve uma etapa a mais que a outra, igual a Luna, para parada protéica, por causa do trigo. E vou te contar: ela vai ser beeeem mais escura do que nós previmos, mas parece que vai ficar ótima.

Aliás, já pode dizer que a cervejaria é um sucesso?

Dá só uma olhada na Supernova...

Supernova: pilsen by Garten Bier

... e na Stella Nera...

Stella Nera: dark lager by Garten Bier

As duas ficaram u-m-a d-e-l-í-c-i-a!

Ainda estou estudando a receita da Red Ale, porque ela não me convenceu ainda (eu sei, a receita é minha... mesmo assim...). Então pode ser que antes dela venha a de trigo. Aceito sugestões de nomes (italianos e astronômicos!).

Ah! A dunkel fica pronta daqui a um mês! :)

Prost!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

As últimas

Novidades da cervejaria! Já passaram pelo primming, já maturaram, já foram engarrafadas, e "dizem por aí" que Supernova e Stella Nera estão maravilhosas.

Só acredito provando...

ps.: e deixo registrado por escrito que pelo menos quatro garrafas são minhas!


Supernova perdeu a cara de "aguada"!

Stella Nera ficou realmente... Nera!


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Supernova engarrafada

Supernova e Stella Nera foram engarrafadas ontem! Agora deu pra entender por que ela se chama Supernova? Quer cerveja mais clara que essa? Repara só:

Reprodução de uma supernova "de verdade"





16 litros de Supernova by Garten Bier
Ok, existe uma leve possibilidade de a gente ter usado água demais (até porque a gente meio que ignora essas quantidades de água e segue partes de receitas de lugares diferentes), mas também existe a possibilidade de ela ficar super refrescante e gostosa e a gente dizer que foi proposital. Depois do primming eu revelo o mistério.

Ps.: qualquer semelhança entre o fim do mundo e a Supernova é pura coincidência. ;)

Adicionado mais tarde:  A Supernova levou - 4,6kg de malte pilsner, 0,10kg de malte Chateau Melano Light (42ebc) (mentira, foi Vienna!) e fermentos Northern Brewer e Tradition.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Supernova

SUPERNOVA é a terceira cerveja que fazemos. Uma Pilsen com receita by Gartenfilha (Carol), que tem tudo para deixar as outras concorrentes só dando dor de cabeça.
 Nosso kit de cerveja com a cozinheira, mestre cuca e inventora da receita, Carol.

Aqui o mosto fervendo. O aroma é maravilhoso.

 Preparando para o resfriamento rápido. Antes, fervemos o chiller para contaminar a cerveja, não, matar as bactérias do chiller.

Preparando para ir para a geladeira. Depois Carol vai postar o gráfico e a receira.


Sete dias depois:
 Nesta foto temos a trasfega, ou seja, retirar a cerveja já fermentada sem levar o fermento junto.

Uma pequena amostra da Supernova. Deliciosa desde o inicio. Promete.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Encomenda na cervejaria!

´

Não precisam mais chorar, queridos beberrões! Chegou a mais nova encomenda da cervejaria, cheira de coisinhas para as nossas próximas DUAS cervejas. Isso mesmo. Marte, a Irish Red Ale que eu já tinha mencionado, e a Supernova, uma pilsen que vai furar fila antes da Marte e atender a pedidos maternos. Clara e levinha como deve ser.

Vamos fazer nesse fim de semana, e Garten Pai já está inventando de fazer as duas ao mesmo tempo. Eu acho que não temos forças/espaço/geladeira/tempo para tudo isso, mas, como pode ser uma possibilidade (e como eu já estava atrasada), ia colocar logo a receita das duas aqui. Um problema: não tínhamos o malte Caramunich no nosso fornecedor dessa vez, então tive que mudar totalmente a receita da Marte. Coloco aqui assim que der a versão final!

Lembrando que eu não uso todas as funções do BeerSmith, então considerem somente os itens e mais ou menos as quantidades (porque eu ainda devo mudar um pouquinho isso).

Supernova:


Essa receita foi meio que um MMC de todas as receitas que pilsens que eu encontrei na internet, e parece que o BeerSmith aprovou ela, deixando tudo "no verdinho", olha só nos índices. Vamos aproveitar para usar o whirlfloc que já compramos para a Marte (explicação aqui embaixo).

Se quiser saber mais sobre o estilo, preferido de 9 entre 10 brasileiros, clique aqui.


Uma palhinha da Marte:

Cevada torrada não maltada - é o que vai dar a maior parte da cor avermelhada da red ale

Malte Chateau Melano Light (Melanoidina 40) - é outro malte que eu coloquei na receita, para substituir o Carared, mas que muda bastante a receita

Irish Moss (ou Whirlfloc) - é um clarificador, para deixar a cerveja mais límpida, característica do gênero. É colocado nos últimos 15 minutos de fervura. Como não temos no nosso fornecedor, trocamos por Whirlfloc.

Descanso proteico - vamos precisar fazer o descanso proteico novamente, por causa da cevada não maltada (que o deus do fogo ajude o nosso forno a lenha). O How to Brew explica: "Este descanso deveria usar-se somente quando se utilizam maltes moderadamente modificados, ou quando se usam maltes totalmente modificadas com uma grande proporção (>25%) de amadureço sem maltear, como cevada em flocos, trigo, arroz ou aveia enrolada". Ok, não tem mais de 25% de cevada, mas é bom que tenha o descanso... Vamos tentar!